MEUS AMIGOS, a semana foi marcada pelas expectativas em torno da Conferência de COMPENHAGUE. Os olhos do mundo para lá se voltaram, na esperança de que os líderes mundiais deixassem de pensar apenas neles, nos seus caprichos e nos egos, e na relação de força e de poder, e pensassem no futuro da Terra, que inclui, necessariamente, o futuro dos seus próprios filhos, dos netos e das futuras gerações. Eles agem como se fossem donos do clima, e que nada têm a ver com a questão da vida na terra. O que mais nos irrita é sabermos o montante de dinheiro gasto para realização de um evento como este e, no fim, para frustração de toda a humanidade, tudo não passou de uma Carta de Intenções, com menos de três páginas.
Eles estão precisando de um curso de Redação, que me disponho a ministrar, em nome da vida na Terra! Mas, pensando bem, o que lhes falta MESMO é VERGONHA NA CARA!
Vejamos só o que diz a própria ONU:
"Copenhague resultou apenas em 'carta de intenções'", admite ONU.
O Secretário-executivo para mudança climática, Yvo de Boer, diz que é preciso transformá-la em algo 'real, mensurável e verificável'.
O maior encontro diplomático dos últimos tempos, realizado nas duas últimas semanas em Copenhague, capital da Dinamarca, tinha o objetivo de envolver o mundo em ações concretas para evitar o aquecimento global , uma alta descontrolada da temperatura resultante da ação humana. Mas “omissão” é a palavra que define melhor o “resultado” da 15ª Conferência das Partes (COP), a reunião anual que congrega as nações signatárias da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima das Nações Unidas (United Nations Framework Convention on Climate Change – UNFCCC).
Esperava-se que os países se comprometessem a cortar gases-estufa segundo as recomendações científicas do IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, explicadas em detalhes ao mundo em 2007 – portanto, nenhuma novidade. Para evitar uma alta da temperatura superior a 2°C neste século, seria preciso que as nações industrializadas, cortassem suas emissões de gases-estufa em 25% a 40% até 2020, e em 80% a 95% até 2050. As não industrializadas deveriam adotar ações consistentes para frear suas emissões.
"Agora temos um pacote para trabalhar e começar a agir imediatamente. Entretanto, é preciso ficar claro que é uma carta de intenções e não é precisa sobre o que precisa ser feito em termos legais", disse de Boer.
Fonte:O GLOBO.